
CB Moradia Unifamiliar | Azambuja
Moradia Unifamiliar
Cliente: Privado
Área: 385.70 m2
Equipa: Barracinza
Construção: a definir
Contratualização: 2024
[Comunicação Prévia]
Uma casa com origem no lugar, não na memória
A escolha do lote na Azambuja não parte de um vínculo pessoal, mas sim de uma leitura objetiva do território. Um terreno em declive, com exposição solar, dimensões e uma envolvente ainda pouco densificada. Foi o ponto de partida para um casal que regressa a Portugal com uma ideia clara: construir um espaço funcional, flexível e com forte relação com o exterior.
A implantação tira partido da inclinação natural do solo para desenvolver o programa em três níveis, garantindo que cada piso beneficia de luz natural, privacidade e usufrui relação com o jardim. A entrada faz-se a partir da cota da rua, permitindo uma relação direta e simples com o quotidiano.
Estrutura e Espaço
Entre estrutura e a fluidez da vivência
O piso intermédio acolhe a zona social — núcleo central da casa. A estrutura metálica fica exposta, conferindo o ritmo do desenho de fachada. O betão branco serve enquanto uma paleta controlada, onde se destacam as caixilharias minimalistas da Sosoares, que diluem os limites entre interior e exterior.
Cozinha, sala de jantar e zona de estar estão organizadas num único plano, articulado, mas separados. A transparência dos vãos permite uma vivência fluida e aberta, e a relação com o jardim é constante — pensada não como extensão, mas como continuidade natural do espaço interior.
Viver entre funções e pausas
Programa e Quotidiano
A casa foi desenhada para responder às exigências contemporâneas de permanência. Um dos pedidos iniciais foi claro: ter um espaço de home office permanente, autónomo mas não isolado. Esse espaço ocupa parte do piso inferior, com acesso direto ao exterior, garantindo privacidade sem abdicar da luz e da presença da paisagem.
No piso superior, a piscina marca o ponto de equilíbrio na casa que se desenha. Rodeada por zonas verdes e sem limites rígidos, trabalha enquanto área franca — um lugar onde o tempo abranda.
Viver entre funções e pausas
Programa e Quotidiano
A casa foi desenhada para responder às exigências contemporâneas de permanência. Um dos pedidos iniciais foi claro: ter um espaço de home office permanente, autónomo mas não isolado. Esse espaço ocupa parte do piso inferior, com acesso direto ao exterior, garantindo privacidade sem abdicar da luz e da presença da paisagem.
No piso superior, a piscina marca o ponto de equilíbrio na casa que se desenha. Rodeada por zonas verdes e sem limites rígidos, trabalha enquanto área franca — um lugar onde o tempo abranda.
Arquitetura como estrutura e permanência
Lógica construtiva e resistência ao tempo
Esta moradia define-se pela clareza da estrutura, pela contenção dos materiais e pela eficácia do programa. A estrutura metálica visível é mais do que um recurso técnico: é um gesto de transparência construtiva. O betão branco garante neutralidade e resistência, enquanto as caixilharias Sosoares asseguram a continuidade de espaços – interior/exterior.
Mais do que responder a um contexto, esta casa antecipa modos de vida. Sem recorrer a gestos efémeros ou adereços, o projeto revela-se pela sua lógica interna, pelas proporções e pela permanência silenciosa da arquitetura. Uma casa construída a partir de escolhas racionais, pensada para resistir ao tempo — físico e cultural.
Galeria do Projeto
Características singulares que o distinguem
A entrada acontece sem gesto
Ao nível da rua, sem escadas nem desvios. Apenas um plano que acolhe.
A casa organiza-se por planos
Cada piso corresponde a uma função. O quotidiano distribui-se na vertical, com naturalidade.
A estrutura é visível
Metálica, precisa. Não se esconde, não se impõe. Apenas constrói.
O betão branco é contínuo
Serve de base, de parede, de sombra. Unifica e desenha.
A caixilharia
O vidro liga o interior ao exterior. Sem moldura, sem interrupção.
A vida social é dividida
Estar e jantar ocupam lugares distintos. Dialogam entre si, sem se misturarem.
Está no centro, mas não se exibe. Une o espaço, não o ocupa.
A luz é medida
Entra com precisão. Desenha o tempo, sem excesso.
O exterior não é um extra
É parte da casa. Acontece em terraços, sombras, aberturas — e no intervalo entre tudo.