
MR189 — Moradia Unifamiliar | Monte Ramalde
No coração do Porto histórico, entre a malha urbana e as memórias acumuladas, um terreno em declive acolhe a construção de uma habitação permanente. Um casal escolheu este lugar para responder às necessidades presentes e para evoluir ao longo das diferentes etapas da vida.
Uma casa nascida do terreno
A intervenção nasce do terreno e do contexto urbano, da história que o circunda e do desnível natural visto como oportunidade. A casa é pensada para acolher pessoas, criar rotinas e oferecer conforto, sem perder a sensibilidade para a paisagem de vinhas e muros antigos que se insinua à volta.
Um primeiro olhar sobre a casa
Estas imagens captam a intenção do projeto para a casa no Monte de Ramalde — desde a relação com o terreno em declive até aos volumes que irão acolher o quotidiano dos futuros proprietários.

Nascida do terreno
Este projecto surge a partir de uma leitura atenta do lugar: a topografia, o tecido urbano e as memórias do Monte de Ramalde. O desnível natural do lote é visto como uma oportunidade para ligar interior e exterior de forma fluida, conferindo ao casal um refúgio que dialoga com a cidade.

O quotidiano, no piso de cima
No piso superior, reservado à vida quotidiana, agrupam-se o quarto de casal e o quarto de hóspedes, bem como uma suíte autónoma preparada para alojamento local com acesso independente pela rua. A cozinha com ilha articula-se com as salas de estar e de jantar, conjugando conforto visual com funcionalidade.

Abertura ao jardim
O piso inferior abre-se à expansão do jardim, acolhendo a futura piscina ou tanque e as zonas de refeição ao ar livre. Um volume envidraçado, destinado a escritório, completa a casa e insere-se discretamente no limite do terreno, permitindo que a luz e a paisagem sejam presença constante.

Uma paisagem de vinhas e pedra
A vinha existente é relocada e torna-se elemento central do espaço exterior, proporcionando sombra e uma zona de refeições natural e acolhedora. Materiais como madeira, pedra, betão aparente e azulejos estabelecem continuidade entre dentro e fora, entre história e contemporaneidade.

Arquitetura como percurso
A fachada principal integra portadas interiores que equilibram privacidade e luz natural, enquanto a tardoz se reformula com betão aparente e planos envidraçados, enquadrando a casa no contexto urbano do Porto histórico. A escada, cuidadosamente posicionada, liga os pisos com naturalidade.
Num relance
- Um terreno em declive no Porto histórico, trabalhado a favor da casa
- Uma suíte autónoma com acesso independente pela rua, pronta para alojamento local
- Uma vinha relocada e muros de pedra existentes integrados no quotidiano
- Um volume envidraçado de escritório inserido discretamente no limite do terreno











